19 JUN2020
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Editorial @faceesp - MANTER A COESÃO CONQUISTADA

Independência dos apoiadores também conta

É possível que os participantes do Economus - ativos e aposentados - não estiveram tão bem representados no Conselho Deliberativo como nos tempos atuais.

As atitudes e posicionamentos do Américo Cosentino, do José Carlos e do Max Freddy revelam uma equipe preparada, coesa e compromissada para enfrentar os desafios nas discussões de temas polêmicos perante os conselheiros deliberativos indicados pelo patrocinador Banco do Brasil.

Os relatórios de prestações de contas divulgados pelos conselheiros eleitos revelam a profundidade e a extensão dos debates travados no âmbito do Conselho Deliberativo do Economus.

No passado, não foi assim
 - Antes, predominava o não enfrentamento das situações e as suas danosas consequências futuras. Com o Max e o José Carlos em 2016 e depois reforçada com a entrada do Américo em 2018, houve mudança de paradigmas e os problemas puderam vir à tona, inclusive pela demanda de transparência na divulgação dos dados junto à direção do Instituto.


Já foi exaustivamente abordado em publicações da Afaceesp, mas cabe repetir que foram reveladas pendências relevantes e não enfrentadas desde à época em que o Banco Nossa Caixa era o patrocinador, como é o caso do regime de financiamento das pensões por morte. Também, a utilização antecipada de receitas futuras para equacionamento de parte do déficit em 2006 aparentemente solucionou de momento, porém diminuiu a capacidade futura de reforçar as reservas para enfrentar, sobretudo, o aumento da longevidade e da redução da taxa de juros. Gerando, ainda, uma falsa percepção de que os gestores financeiros do Instituto conseguiam ótimos desempenhos ao longo dos anos seguintes quando, na realidade, parte desses rendimentos já havia sido utilizada.


Outra situação de extrema relevância que ficou sem enfrentamento foi a implantação equivocada do plano Novo Feas em 2013 e a sua não correção posteriormente. O mesmo se diga das ações judiciais trabalhistas de responsabilidade do patrocinador/empregador mas que acabou por refletir em aumento de déficits para o plano do grupo C.

O trabalho dos atuais conselheiros deliberativos eleitos tem sido exemplar ao trazer à tona as situações pendentes, porque quanto mais se demora para discutir soluções mais cara fica a conta à medida em que o tempo passa.

E no Conselho Fiscal?
 - Lamentavelmente, não se verificou igual coesão de propósitos e de atitudes no âmbito do Conselho Fiscal. O atual conselheiro eleito, Edgar Cândido Ferreira tem sido voz solitária uma vez que suas posições não têm sido acompanhadas pelo outro conselheiro fiscal eleito como representante dos participantes (ativos e aposentados).

Eleições em andamento
 -  Estamos no meio do processo de votação para renovação de mandatos nos conselhos do Economus. Dos atuais conselheiros eleitos, o Américo continua exercendo o seu mandato no Conselho Deliberativo e o Edgar no Conselho Fiscal.


A Afaceesp está apoiando para o Conselho Deliberativo o Max e o Primo Minari. Para a vaga no Conselho Fiscal o apoio é para Rogério Perna. Eles têm plena condições de independência par enfrentar os desafios pois não têm nenhum vínculo com o patrocinador Banco do Brasil. A eleição do Rogério Perna para o Conselho Fiscal representará certamente a coesão naquele colegiado.

Omissões passadas em nome da política de boa vizinhança com o patrocinador foram devastadoras
 - Importante destacar que tanto o Max como o Primo Minari assumiram o compromisso de manter a coesão dos três eleitos no Conselho Deliberativo, pois juntamente com o Américo têm a convicção dessa importância. Não podemos mais retornar ao passado quando outros fizeram opção clara pela política de boa vizinhança com os indicados pelo Patrocinador, fato que resultou no surgimento de déficits cada vez maiores, na previdência e na saúde.
Basta ver a omissão no caso do financiamento das pensões por morte e da não cobrança junto ao patrocinador, tanto dos efeitos das ações judiciais trabalhistas no recálculo do valor das complementações, assim como da não cobrança da condenação solidária no caso das sentenças judiciais do plano Feas. 
Acrescente-se a total irresponsabilidade de implantar o plano Novo Feas em 2013 em bases irreais sob o ponto de vista atuarial e financeiro, endossando um plano que prometia sustentabilidade até 2100 e que, no entanto, mostrou-se insustentável quase 80 anos antes.


Independência dos apoiadores também conta
 - De seu lado, a Afaceesp tem histórico de luta e independência perante o patrocinador, desde a época da Nossa Caixa. Essa independência ficou ainda mais forte nos últimos dez anos em que o Economus está sob a égide do Banco do Brasil.
Não somos avessos ao diálogo e nem às negociações. Ocorre que não temos mais idade para ficar iludidos ante o histórico de não existir nenhuma disposição por parte do outro lado. Basta exemplificar com o fato de que as representações sindicais não conseguiram negociar nem com dispositivo legal a seu favor (Lei 13.286/2008 que assegura a mesma política de gestão de pessoas para os egressos da Nossa Caixa em relação à assistência médica patrocinada pelo BB no plano Cassi oferecido para os empregados de origem - art. 1º, § 7º). Quando se aposentam os egressos não contam com assistência médica patrocinada financeiramente pelo Banco.


Coesão e realismo para enfrentar os desafios, sem falsas promessas
 -  O apoio conferido pela Afaceesp ao Max, ao Primo Minari e ao Rogério Perna tem como sustentação o compromisso de enfrentar os desafios sem ficar prometendo soluções aparentemente fáceis, porém, inexequíveis. São candidatos que têm na coesão de propósitos e atitudes a bússola de orientação para o exercício das funções nos conselhos.
Foram escolhidos em razão da competência técnica e do comprometimento de defender arduamente os interesses de todos os participantes do Economus, sejam dos grupos A, B, ou C, sejam ativos, sejam aposentados.
Não há mais tempo para experimentações nem para buscar outros caminhos que não seja continuar enfrentando os desafios como fizeram até aqui o Américo, o Max, o José Calos e o Edgar, com garra, luta, competência e coesão.


Por isso, é importante eleger Max e Primo Minari para o Conselho Deliberativo e o Rogério Perna para o Conselho Fiscal.
Obrigado pela atenção,

Pedro Paulo Galdino, diretor presidente da Afaceesp


Fonte Afaceesp